
Razuchi - 1997
Afogando a tristeza em goles de cafeína Sem remédio pra cabeça, minha vida é severina Afogando a tristeza em goles de cafeína Sem remédio pra cabeça, minha vida é severina Tomo outro banho e me visto pra ação Não posso desistir de buscar minha melhor versão Mas atenção, parça, atenção A cortina de fumaça é só pra farmar sua atenção, atenção A pergunta é quem é tu, parça? A febre do ouro é uma farsa pra manada e peão A caminhada é arriscada e cheia de rasteira Pra quem o foco da aula era rabiscar na carteira E a professora fala merda pesada E hoje repetiu: "você não vai ser nada!" Rap no fone, revolta de tudo Queria ganhar o mundo e os outros férias em Acapulco Se ser boiada é assim, valeu, pra mim não dá Eu quero queimar todos os livros e me libertar Quero sair de mim, sair pra ver o mar E se chamar de vagabundo eu não vou me incomodar Que não vai dar o quê? Tá tirando? Tô calejado! Tubaína vasilhame, desenhos em muros Viver de arte é audácia, "azidéa do vagabundo" Querem o melhor pra mim? Já sei, vou declinar Meu modelo de sucesso é Seu Madruga e o Ribamar Sem honra nem festim, no dia que me formar A mina pra mandar em mim e um cachorro pra vigiar Que não vai dar o quê? Tá tirando? Tô calejado! ado! Se Se fosse pela torcida, eu já tinha me churra Se não sei o que virá, continuo sem pensar Meto a mala sem me achar porque sei, sou mais um Rebobinando a fita com a caneta na Cohab 1 (Sai de baixo!) (Afogando a tristeza em goles de cafeína Sem remédio pra cabeça, minha vida é severina)

