[Verso 1] Eu vi você se perder no próprio silêncio, como se o mundo tivesse apagado as cores. Seus passos são leves, mas carregam um peso que ninguém vê, mas eu sinto daqui. E eu queria poder entrar no seu pensamento, varrer a tempestade, abrir as janelas. Mas sei que às vezes a dor é um quarto trancado e a chave se esconde dentro de você. [Pré-refrão] Não precisa se explicar, nem vestir coragem pra me ouvir. Essa canção não quer te curar, só quer te lembrar que eu tô aqui. [Refrão] Essa é uma canção que eu fiz pra você, pra quando o chão sumir e o céu pesar demais. Se a dor te visitar sem pedir, me escuta — eu sou o som que fica quando tudo se desfaz. Eu sou o grito que não te julga, sou o abraço que não exige paz. [Verso 2] Eu sei que tem dias em que respirar dói, e o amanhã parece um lugar distante. Que a cama vira um mar profundo, e você se afoga sem ninguém notar. Mas mesmo no fundo, eu te vejo, mesmo no escuro, eu te chamo. E se o mundo virar as costas, eu viro música pra te segurar. [Ponte] Se o peso for demais, deixa essa melodia carregar um pouco por você. Se a esperança se calar, eu canto até ela voltar a responder. Não prometo luz no fim, mas posso ser vela no escuro, posso ser voz no vazio, posso ser presença no silêncio. [Refrão final] Essa é uma canção que eu fiz pra você, pra quando o tempo parar e tudo parecer vão. Se a esperança se calar, me escuta — eu sou o som que resiste à escuridão. Eu sou o verso que não te cobra, sou o refrão que te chama pra voltar. [Outro] E se um dia você cantar comigo, mesmo que seja só em pensamento, eu vou saber que essa canção cumpriu seu juramento.