
regressas ao espaço do tempo na tentativa da resposta, para os acasos dos casos que te absorvem continuando em voltas de linhas rectas o trilho dos acasos que te consomem. é de ti, abandonares lá atrás a simplicidade de te dares a provar, ao doce sumo dos passos largos, acreditando tu, que a vida pode caminhar por si mesma e a sós, sem que te devolva (em dobro) os vazios amargos. procuras a réplica escondida que foi extraída dos abraços prolongados, dando-lhe o nome de alma perdida de dois amantes torturados. só não percebes que a tua falta de caso lhe deu ao olfacto, o cheiro fétido, da presunção em estado raso de um vencedor pérfido. o acaso pelo caso, deu-te ao sangue o prazo, e julgaste em ti, continuares a ver nele, a forma apta de cedo te converteres no homem de mil poderes. descansa o medo, acalma o desespero segredando à alma que a calma tardou a chegar cedo... e o que dentro do compasso estava, dentro dos tempos escondidos encontrou, o que o caso por se tornar caso, te reservou. dá -te ao caso, aguçando o poder que se soltou do fracasso, não receies ser e ir mais vale que os espelhos te devolvam as imagens das mulheres amadas que doces paisagens desfocadas. o que era acaso tornou-se caso e as metas não são mais convictas certezas são só marchas beijadas pela beleza de um acaso que se tornou caso.
