Na vastidão dos dias que se sucedem, Somos moldados por caminhos invisíveis, Tecidos de encontros e despedidas, De escolhas que nos guiam e desvios que nos testam. Cada passo, um eco na eternidade, Cada erro, uma lição a ser gravada. O destino, com mãos firmes e incertas, Escreve histórias onde não há margens definidas. Chegamos, muitas vezes, sem saber o porquê. Partimos, carregando fragmentos do que fomos. E nesses intervalos, entre o ontem e o amanhã, Forjamos aquilo que chamamos de "nós". Oh, tempo, cruel e generoso, Tu que nos divides e nos conecta! Deixa-nos caminhar por tuas trilhas, Sem temer os descaminhos que nos aguardam. (bis) Assim seguimos, moldados pelo destino, Caminhando, caindo, reerguendo-nos. Pois cada curva, cada cruzamento, É o prenúncio de uma nova história. ( )