(estrofe 1) Na luz da manhã nasceu o encanto, Sobre as flores dançava sem descansar; Vestida de cores, qual fino manto, A borboleta começou a voar. (estrofe 2) Quem a contempla em serena beleza Nem sempre imagina sua antiga condição; Pois antes do voo e da delicadeza, Houve espera, silêncio e transformação. (estrofe 3) A lagarta seguia por verdes caminhos, Cumprindo pacientemente sua missão; Até que o casulo fechou seus ninhos, Guardando um milagre na escuridão. (estrofe 4) Então rompeu o delicado abrigo, Abrindo as asas ao azul do céu; Fez do antigo limite um novo caminho, Como quem troca o peso por um véu. (refrão) Ó borboleta de leve esplendor, Mensageira da transformação, Ensina que nasce o mais belo valor Depois da espera do coração. (estrofe 5) Beijava as flores sem nada ferir, Levando o pólen em suave canção; Mostrava que a vida também pode florir Na ternura de cada ação. (estrofe 6) O vento tornava-se seu companheiro, As cores bordavam o imenso jardim; Cada voo desenhava um roteiro Que parecia não conhecer fim. (estrofe 7) Nenhuma asa buscava grandeza, Nem disputava o brilho do sol; Sua força morava na leveza, Transformando o instante em arrebol. (refrão) Ó borboleta de leve esplendor, Mensageira da transformação, Ensina que nasce o mais belo valor Depois da espera do coração. (estrofe 8) Há mudanças que ninguém percebe Enquanto amadurecem no interior; Mas chega o tempo em que a alma recebe As asas discretas do novo vigor. (estrofe 9) Cada jardim celebra sua passagem, Cada flor lhe oferece um lugar; Pois quem transforma a própria viagem Também ajuda o mundo a florescer e amar. (estrofe 10) Ao deixar aquele campo florido, Levei comigo esta inspiração: Toda vida encontra um novo sentido Quando aceita crescer em transformação. (refrão) Ó borboleta de leve esplendor, Mensageira da transformação, Ensina que nasce o mais belo valor Depois da espera do coração