
Já te sonhei, até pedi, pra não voltares em mim, pra não falares de ti. Disse ao rio que levasse tudo o que o tempo esqueceu, mas a verdade, meu bem, é que o Mondego ainda me reteve. Tentei calar, tentei fingir, que o amor já se deixou ir. Mas o vento sussurra devagar: “quem sente nunca há de fugir.” Será lembrança, ou castigo? Nem sei se é dor, ou querer. A guitarra fala baixinho, conta o que não se pode dizer. E se foi só saudade, por que ainda vive em mim? Talvez o tempo cure tudo, mas não curou o que perdi. Talvez o tempo cure tudo, mas não curou o que perdi. Talvez o tempo cure tudo, mas não curou o que perdi. Já te cantei, até sofri, pra não chamar mais por ti. Mas o rio corre — e devagar — leva o que eu não soube esquecer. Já te cantei, até sofri, pra não chamar mais por ti. Mas o rio corre — e devagar — leva o que eu não... soube... esquecer.

