ESTROFE 1 Maio desperta em flor o chão sagrado, E o som que a alma ouve é teu falar, Mulher, tua voz é tom encantado, A música que faz o tempo dançar. ESTROFE 2 De menina a anciã, em tua essência, Ecoa a harpa viva do existir, Com doçura e firme persistência, És o compasso do porvir. ESTROFE 3 Cada gesto teu é uma canção, Que o mundo aprende a entoar, Tens nas mãos a pura criação, No peito o dom de acalentar. REFRÃO Senhor da vida, Deus de ternura, Obrigado por tão fina estrutura, Mulher, espelho da tua altura, Sábia em beleza e candura. ESTROFE 4 És flauta que acalma os temporais, Tua palavra clareia as manhãs, Nos becos frios, nas catedrais, Fazes do amor as tuas irmãs. ESTROFE 5 És sinfonia de mil elementos, Mar, floresta, orvalho e luar, Tens no olhar os firmamentos, E no silêncio o verbo amar. ESTROFE 6 Mulher de fé, guerreira e sonho, Guardiã dos que não têm voz, Na tua alma o céu componho, E canto ao mundo: somos nós! REFRÃO Senhor da vida, Deus de ternura, Obrigado por tão fina estrutura, Mulher, espelho da tua altura, Sábia em beleza e candura. ESTROFE 7 Tu és o som que não envelhece, E em todo maio tu renasces, Teu dom de amor nunca fenece, E em tua luz, o mundo abraçes. ESTROFE 8 Com tua fala, curas feridas, Reescreves o verso do tempo, Teu canto ergue mil vidas, Num só e terno movimento. PONTE A todas que cruzaram meu caminho, De forma doce ou até sem notar, Foram notas no meu pergaminho, E hoje me ajudam a amar. REFRÃO Senhor da vida, Deus de ternura, Obrigado por tão fina estrutura, Mulher, espelho da tua altura, Sábia em beleza e candura. REFRÃO FINAL Mulher querida, obra divina, Tu te entregas à sina bendita, E o mundo, em ti, se ilumina, Com tua graça, ele ressuscita.