
Dois Caras e o Fim do Mundo 2.0
[Intro: Heavy vinyl crackle, acoustic nylon guitar fingerpicking, slow boom-bap beat] (Heavy tired sigh) [Verse 1: Close-mic R&B male vocal, laid-back delivery] Acordar soterrado na tua camisa Cheiro de suor frio e café amargo Teu beijo com gosto de ontem Tua respiração pesada O mundo desabando lá fora, e tu me mantendo intacto. A roupa jogada, o cinzeiro lotado Nós dois marcando nosso território no chão Teu colo não é encosto, é trincheira na madrugada Teu peito é o tambor da minha revolução. [Chorus: Heavy punchy bass, soulful background vocals] Eu só quero sobreviver do teu lado Café requentado Um baseado mal bolado Dois caras rindo de um mundo quebrado E consertando a própria espinha, devagar Devagar... Deixa a porra da rua virar as costas pra gente A gente cospe no espelho e segue em frente Teu abraço é meu colete à prova de balas Eu só quero existir E te amar. [Verse 2: Add pandeiro and handheld percussion, loose swing groove] A gente esbarra na varanda apertada Dançando torto pra espantar o terror Corpo no corpo Tropeço A noite nos engole Dois homens nus, desarmando a própria dor. Grita meu nome no meio da rua Deixa os hipócritas olharem pro bar Teus dedos cavucam a minha ferida Limpam o veneno e costuram a pele... Pra gente poder se amar. [Chorus: More intense, bluesy wah-guitar licks in background] Eu só quero sobreviver do teu lado Café requentado Um baseado mal bolado Dois caras rindo de um mundo quebrado E consertando a própria espinha, devagar Devagar... Deixa a porra da rua virar as costas pra gente A gente cospe no espelho e segue em frente Teu abraço é meu colete à prova de balas Eu só quero existir E te amar. [Verse 3: Beat drops out. Just a heartbeat kick drum, dusty Rhodes and nylon guitar. Spoken word, highly emotional] Eu passei a vida dormindo com um olho aberto, Esperando o teto ceder, o soco no escuro, o bote no pescoço... Mas tu deita no meu peito e desarma as minhas minas terrestres. Tu puxa a minha mão e a gente sai junto do fundo do poço. Se os engravatados apertarem o botão e o céu derreter amanhã... A gente fode no clarão da porra do cogumelo nuclear! Nossa carne suada é o único mapa que restou no chão... Não tem porra de salvador aqui, maluco... a gente divide a mesma munição! [Bridge: Fuzz bass enters, building extreme tension] Se a polícia parar, se a igreja julgar Se o sistema cobrar quem é você pra mim Eu cuspo a verdade, não vou recuar! Tu é o meu asfalto Minha religião A porra do meu recomeço Quando tudo parece o fim É o fim... [Beat drops out completely. Absolute silence for 1 second] Mas a gente começa de novo. Hey! [Chorus: MASSIVE EXPLOSION! Soulful belting vocals, wah-wah guitar licks shining] Eu só quero sobreviver do teu lado! Café requentado! Um baseado mal bolado! Dois caras rindo de um mundo quebrado E consertando a própria espinha, devagar Devagar... Deixa a porra da rua virar as costas pra gente A gente cospe no espelho e segue em frente Teu abraço é meu colete à prova de balas! Eu só quero existir E te amar (te amar!) Eu só quero sangrar e viver Pra te amar... [Outro: Tempo slows down. Nylon guitar solo with slapback delay disintegrating into analog tape hiss] (Close-mic spoken word, chuckling softly) Ajeita o café aí... o mundo acabou. [End]


