Estrofe 1 Em teu silêncio mora a luz do verbo, Que ensina a vida sem dizer o erro. Sabedoria em tom terno e acerbo, Faz do teu gesto o mais doce desterro. Estrofe 2 Da menina ao broto em flor do outono, Toda mulher traz na alma um dom. Um jeito calmo que nunca abandona, E um falar leve, mais forte que o som. Estrofe 3 És o conselho que a paz semeia, Fonte de calma, palavra que acalma. O mundo se curva à tua ideia, Que nunca impõe, mas toca a alma. Refrão Obrigado, ó Deus, por tua criação, Por dar à mulher essa essência rara. Que com doçura ensina o coração, E em sua fala, a luz sempre dispara. Estrofe 4 No campo, na rua, no lar, no labor, Ela inspira a beleza do saber. É flor que ensina até na dor, E com ternura nos faz crescer. Estrofe 5 Mulheres sábias de riso inteiro, Das ancestrais às netas do amanhã. São faróis no tempo verdadeiro, Tecendo o mundo com sua lã. Estrofe 6 A criança que fala com afeto, A anciã de olhar profundo e calmo. São mestres do toque mais correto, São rios que esculpem nosso salmo. Refrão Obrigado, ó Deus, por tua criação, Por dar à mulher essa essência rara. Que com doçura ensina o coração, E em sua fala, a luz sempre dispara. Estrofe 7 Tua sabedoria não busca plateia, Mas planta justiça em terreno fértil. És como a brisa que o mundo clareia, Mesmo sem som, teu gesto é veraz e útil. Estrofe 8 Na tua fala, o amor se revela, Não como grito, mas como direção. Sabedoria é ponte, é sentinela, Que guia os passos da multidão. Ponte A todas vocês, que cruzaram meu dia, E moldaram meu ser com luz e ternura, Meu canto é prece, minha alma é poesia, Minha gratidão será sempre pura. Refrão Obrigado, ó Deus, por tua criação, Por dar à mulher essa essência rara. Que com doçura ensina o coração, E em sua fala, a luz sempre dispara. Refrão Final Obrigado, mulher, por ser luz sem igual, Por ser divina nas mãos do Criador. Num mundo duro, és sopro vital, És dom eterno, és puro amor.