
[Intro] (Complex, virtuoso Viola Caipira solo - "Ponteio" style) (Clean acoustic bass backing) (Fast Chamamé rhythm starts) [Verse 1] (Soft, melodic voice, singing slightly fast) Fechei os olhos no escuro, deitado naquele chão Senti o cheiro da terra, perdi a respiração De repente o escuro abriu, num clarão de amanhecer Vi o ponto onde tudo existe, o começo e o morrer Um pontinho furta-cor, brilhando no degrau frio Onde o mundo desaguava, feito a boca de um rio [Chorus] (Harmonious, flowing) Era o Aleph, meu amigo, a esfera do infinito Sem tamanho e sem fronteira, o silêncio e o grito Vi o espaço concentrado, sem nada se misturar Tudo o que existe no mundo, eu pude testemunhar [Bridge - The River of Images] (Tempo accelerates - The viola creates a wall of sound) (Vocals become a rhythmic stream of consciousness) Vi o mar bater na pedra, vi a neve e vi a areia Vi a estrutura do raio, vi o sangue na aveia Vi serras de outras terras, vi desertos sem ninguém Vi o rosto do meu pai, vi o mal e vi o bem Vi cachos de uva madura, vi a luz numa teia Vi a rota dos planetas, vi o fogo que incendeia! Vi tigres, vi exércitos, vi a sombra e a cor Vi a engrenagem do tempo, a máquina do amor! [Break] (Music stops suddenly - Just a single viola note ringing) (Silence for a second) [Verse 2] (Slower, sadder tone - The heartbreak) Mas no meio dessa grandeza, onde tudo se revela... Vi uma gaveta aberta... e a letra era dela. Vi as cartas de Beatriz, escritas com indecência Mandadas pro primo Carlos... que triste evidência. Vi o que não queria ver, a traição tão doída O infinito me mostrou... a piada da minha vida. [Outro] (Viola solo returns, but slower and melancholic) Tive tontura e chorei. O universo é grande demais. E a saudade... é pequena e cruel. (Fade out on a beautiful viola chord)

