
São Bento, Onda Psicodelica de Caos
No meio do caos São Paulo é febril O chão treme O céu tem um tom hostil Na estação São Bento O mundo desfila Mas é a moça da loja que rouba a cena tranquila A freira me encara Rosto pintado Tão cruel Vestida de sombras Um cinema surreal Faz cara de má Como quem quer brigar E eu só rio Perdido nesse lugar O metrô grita As portas se fecham no estalo Um mar de rostos Mas o dela é um abalo Fantasia ou verdade Quem pode saber Na cidade que nunca para de ferver A freira me encara Rosto pintado Tão cruel Vestida de sombras Um cinema surreal Faz cara de má Como quem quer brigar E eu só rio Perdido nesse lugar Ela é um retrato vivo Um susto na tela Entre o concreto e a fumaça Ela é a estrela São Bento ao fundo O caos no refrão Mas a freira é o verso da minha canção A freira me encara Rosto pintado Tão cruel Vestida de sombras Um cinema surreal Faz cara de má Como quem quer brigar E eu só rio Perdido nesse lugar

