
O vento beija o coqueiral na areia A Praia de Itapuã é quem nos semeia Acordo cedo, o sol já dá o sinal Vou buscar o pão na Padaria Portugal.Passo no Duda, na Bomboniere tem doçura Um gole de vida, um pouco de cura E no Recanto de Soninha, a prosa acontece Onde o abraço é lei e a dor se esquece. Tem a batida que o coração domina A Casa da Música em cada esquina E lá no Abaeté, o espelho de prata A lenda da sereia que a gente retrata. Tem Seu Régis, memória viva do lugar História plantada pra gente herdar No Terreiro Aloyá, o axé se renova A fé em Itapuã é quem nos dá a prova. É o canto das Ganhadeiras, é o mar! É Dona Salvadora a nos abençoar! Itapuã é o ventre, o som e o axé Do Malê Debalê ao Abaeté! Ouça o coro das Ganhadeiras de Itapuã Limpando a alma, saudando o amanhã Com Dona Salvadora, a mestra, a raiz O samba de roda que nos faz feliz. E quando o céu fica negro de tanta beleza O Malê Debalê ostenta a nobreza É o brilho do ouro, a pele, o tambor Itapuã é o quilombo feito de amor. Entre o farol e o terreiro, a vida se faz Entre o samba e o búzios, a gente tem paz Cada rua tem um nome, cada nome uma luz É o povo de fibra que a gente conduz. É o canto das Ganhadeiras, é o mar! É Dona Salvadora a nos abençoar! Itapuã é o ventre, o som e o axé Do Malê Debalê ao Abaeté! Salve Itapuã... .. Axé, Itapuã!

