
Tava Indo Pro Interior
[Intro – falado com sotaque leve] Tava indo visitar o tio lá em Uberlândia… Só que levei na mala mais que roupa. Levei minha rima, minha batida, meu coração. [Verse 1 – flow cantado simples, com melodia de viola ao fundo] Cheguei com sol na cara e um calor pra arrebentar Interior é coisa linda, mas tem que saber ficar Tio Zé me deu um café, falou: "aqui é sossegado" Mal sabia ele que o som ia ficar pesado Tinha molecada na rua, jogando bola no chão Vi um violão encostado e peguei sem permissão Fiz uns versos da cidade, misturei com o sertão E num quintal de terra batida, nasceu meu refrão [Chorus – melódico com influência sertaneja pop] Tava indo pro interior Só pra descansar do mundo Mas a rima virou calor E o meu som virou segundo Tava indo pro interior Mas a cidade ouviu meu canto Hoje Uberlândia virou palco Desse rapnejo com sotaque e encanto [Verse 2 – Lia Zen com flow leve] Cantei de amor e de roça, de perrengue e de fé O povo foi parando e sentando no batente, né? Veio vó, veio vizinho, até o tio se emocionou Disse “você é artista, menina, isso é dom que Deus mandou!” Gravei num celular velho, jogaram no grupo da rua No outro dia na feira, tinha até gente da tua Pedindo pra ouvir de novo, querendo batida e refrão Eu só tinha vindo de boa… mas ganhei um coração [Chorus – repetição com voz mais intensa] Tava indo pro interior Só pra tomar tereré Mas o povo sentiu calor E a arte correu no pé Tava indo pro interior E encontrei uma multidão Que entende que do mato ao morro O som vem do mesmo chão [Bridge – clima emocional, com back vocal suave] Aonde tem gente que escuta Tem lugar pra voz pousar O canto nasce na luta E voa pra todo lugar [Final Chorus – vozes harmonizadas] Tava indo pro interior E voltei com mais história Levo rima como flor Pra plantar memória Se perguntarem onde eu fui Digo: "fui só descansar..." Mas quando o som me chamou Não teve como escapar [Outro – falado com carinho] Valeu Uberlândia... Na próxima, levo beat novo e um pão de queijo.


