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DEUS QUE FAZ PACTOS DE VINGANÇA

(estrofe 1) Na terra de Canaã ergueu-se a vingança, Simeão e Levi tomaram açoites em mão; Chamaram justiça o que era matança, E o texto antigo ecoou aprovação. ... (estrofe 2) A dor de Diná virou guerra sangrenta, E o pacto tribal selou o revide; Mas Jesus revelou uma luz que orienta: Perdão é a força que sempre decide. ... (estrofe 3) A lâmina ergueu-se contra um povo inteiro, E o clã celebrou o “direito” cruel; Mas o Cristo mostrou outro roteiro: Reconciliar é o mandamento fiel. (refrão) Não, Deus não assina pactos de espada, Nem santifica a ira que fere o irmão; O Pai revelado por Cristo dá morada A quem escolhe a paz e a reconciliação. ... (estrofe 4) No eco antigo Moisés viu justiça, Em atos ferozes julgou haver lei; Mas o Rabi mostrou outra notícia: O Deus verdadeiro jamais ferrei. ... (estrofe 5) O sangue escorrendo manchou a colina, E o clamor moral virou tradição; Porém Jesus fez nascer a doutrina De vencer o mal com o bem do perdão. ... (estrofe 6) Os irmãos agiram para lavar a honra, Mas Cristo ensinou o dom da mansidão; Seu Pai não usa violência que assombra, Ele reconcilia a criação com compaixão. (refrão) Não, Deus não assina pactos de espada, Nem santifica a ira que fere o irmão; O Pai revelado por Cristo dá morada A quem escolhe a paz e a reconciliação. ... (estrofe 7) Assim compreendi que a visão limitada Fez do antigo Jeová um guerreiro mortal; Mas Jesus mostra a face plena e elevada De um Pai que cura a ferida final. ... (estrofe 8) E ao ver o contraste da lei com a graça, Entendi o erro que tanto defendi: O Deus de Jesus é o que abraça, Não o que celebra o sangue que vi. ... (ponte) Hoje confesso, com dor e vergonha, Que por anos busquei justiça severa; Mas Cristo apagou a sombra tristonha, E me chamou para a paz que libera. (refrão) Não, Deus não assina pactos de espada, Nem santifica a ira que fere o irmão; O Pai revelado por Cristo dá morada A quem escolhe a paz e a reconciliação. ... (refrão final) Agora descanso no Deus que perdoa, Que rompe a guerra e abraça o caído; Em Cristo minha alma enfim ecoa, Pois encontrei o Pai sempre compassivo.