
(estrofe 1) A brisa chega leve, quase sem se anunciar, Como segredo antigo que a manhã vem revelar. Toca a pele com ternura, sem clamar atenção, E ensina que o discreto é quem acende o coração. (estrofe 2) Entre galhos que sussurram, ela passa devagar, Deixa a folha despertando num balé particular. No silêncio do caminho, ela é voz que não se vê, Mas que pinta o horizonte com perfume de viver. (estrofe 3) Vem do alto das montanhas, deslizando em tom sereno, Carregando sonhos novos em seu toque tão pequeno. E quando beija o rosto, desfaz peso, dor e estrada, Sopra paz em cada passo, reacende a caminhada. (refrão) Brisa suave que renova o mundo inteiro, Sopra vida no que é simples, verdadeiro. Mostra ao coração que a força está no bem, E que o essencial se move sem que a gente veja também. (estrofe 4) Ela abraça o campo verde, como mãe que afaga a flor, E ensina que a brandura tem a mesma força do amor. Nos rios faz ondas breves, nas pedras faz canção, É poesia que se forma sem pedir contemplação. (estrofe 5) À tarde, ela passeia pela sombra do pomar, Balançando frutos doces no compasso do luar. E no cheiro da terra úmida, faz a alma florescer, Lembrando que o inesperado sempre pode acontecer. (refrão) Brisa suave que renova o mundo inteiro, Sopra vida no que é simples, verdadeiro. Mostra ao coração que a força está no bem, E que o essencial se move sem que a gente veja também. (estrofe 6) Quando a noite se aproxima, ela canta sem som, Acaricia estrelas, põe no céu seu tom. E no silêncio profundo, ela diz ao coração: “O que te move é quieto, mas te guia como ação.” (estrofe 7) Assim, na natureza, ela é mestra do viver, Quase invisível e discreta, mas capaz de renascer. Porque tudo que é suave transforma sem destruir, E sem buscar aplausos é capaz de reviver. (refrão) Brisa suave que renova o mundo inteiro, Sopra vida no que é simples, verdadeiro. Mostra ao coração que a força está no bem, E que o essencial se move sem que a gente veja também.

