
(estrofe 1) Na relva desperta a vida se insinua, Gotas discretas brilham na manhã nua, Como cristais bordados pela mão divina, Trazendo frescor que a alma ilumina. (estrofe 2) A aurora se ergue com ternura e calma, Reflete o céu nas folhas como espelho da alma, Cada gota é promessa de nova estação, Um cântico suave de pura renovação. (estrofe 3) O orvalho desliza em silêncio profundo, Nutre a raiz, fortalece o mundo, Pequenos sinais que a natureza ensina, Que no simples também há força divina. (refrão) Curtindo a natureza, o coração se irmana, Na gota que brilha ao nascer da manhã, O orvalho desperta a lição que seduz: Viver é renascer na presença da luz. (estrofe 4) As flores se abrem no toque sutil, A vida se mostra no gesto infantil, Um sopro de brisa acaricia a planície, E o dia floresce em cores que se iniciam. (estrofe 5) A terra respira, exalando ternura, Mostrando no orvalho sua fé mais pura, Cenário discreto, mas de eterna beleza, A lição maior: viver é leveza. (refrão) Curtindo a natureza, o coração se irmana, Na gota que brilha ao nascer da manhã, O orvalho desperta a lição que seduz: Viver é renascer na presença da luz. (estrofe 6) O canto dos pássaros enfeita o jardim, No orvalho que guarda segredos sem fim, Reflexo da vida, tão simples, tão clara, Que sempre retorna, que sempre prepara. (estrofe 7) No ciclo sagrado do tempo que vem, O orvalho é sinal de que o bem sempre vem, Pequena grandeza que ensina a viver, Curtindo a natureza, aprendemos a ser. (refrão) Curtindo a natureza, o coração se irmana, Na gota que brilha ao nascer da manhã, O orvalho desperta a lição que seduz: Viver é renascer na presença da luz.

