
A Moda da Cibernética Moda de viola caipira [Verso 1] Eu vim lá de Minas Gerais Com a viola na mão, Procurando entender Os caminhos da relação. Um fala, o outro escuta, Outro muda de opinião, E assim vai se formando A roda da conversação. [Refrão] Ô, cibernética danada, Que não para de rodar! Eu observo quem observa, Quem observa vai mudar. Se eu converso com você Já não sou quem fui atrás, Pois quem entra numa prosa Nunca sai do mesmo jeito mais. [Verso 2] Seu Stafford chegou dizendo: “Tem sistema por aqui!” Seu Pask trouxe uma pergunta: “Como é que eu sei que entendi?” Um responde, outro pergunta, Outro começa a sorrir, E a verdade, muito esperta, Não tem pressa de surgir. [Refrão] Ô, cibernética danada, Que não para de rodar! Eu observo quem observa, Quem observa vai mudar. Se eu converso com você Já não sou quem fui atrás, Pois quem entra numa prosa Nunca sai do mesmo jeito mais. [Verso 3] Tem retorno, tem conversa, Tem controle e direção, Mas controle sem escuta Vira só imposição. Quando o povo se organiza E responde à situação, Cada parte vai mudando Junto com a organização. [Ponte] A viola dá resposta Quando a gente faz soar, A cantiga muda a gente, A gente muda o cantar. Se a pergunta muda a prosa E a prosa muda o pensar, Quem controla o controlador Quando ele começa a observar? [Verso 4] Lá na mesa feita em pedra, Todo mundo quer falar, Tem história, tem risada, Tem pergunta pelo ar. Cybernetics vira prosa, Prosa vira um versejar, E quem pensa que termina Faz a roda recomeçar. [Refrão final] Ô, cibernética danada, Que não para de rodar! Eu observo quem observa, Quem observa vai mudar. Entre a terra e o pensamento, Entre o povo e o lugar, Cibernética é conversa: É viver, aprender e perguntar! Êêê, viola! Pode a roda continuar!

