(estrophe 1) Quando escondo minha sombra, meu farol perde calor, a chama vacila fraca, sem alcance, sem ardor. Ser luz do mundo é coragem, é presença que não se esconde, é deixar que a vida fale mais que o medo que nos ronda. (estrophe 2) Transparência é ponte viva entre o peito e o caminhar, é verdade que respira, sem disfarce no olhar. Quem vela segredos graves, sem razão que os justifique, faz da alma um labirinto onde a luz já não se aplique. (estrophe 3) Ser luz é ser clareira abrindo paz no coração, não fingindo claridade onde há dúvida e tensão. A verdade que se esconde cria brechas de desconfiança, e o que nasce sem verdade não sustenta esperança. (refrão) Toda luz que se apaga por medo da revelação gera sombras que adoecem a firmeza da intenção. Mas quem vive na verdade, mesmo quando a dor reluz, é farol que segue íntegro, refletindo o próprio Jesus. (estrophe 4) O silêncio que encobre não é guarda, é omissão, é tijolo que separa quem deveria ser irmão. A alma perde o prumo quando esconde o que é sério, é noite longa e densa, sem estrelas no mistério. (estrophe 5) Ser luz é confessar falhas, não fazer do erro um véu; é abrir janelas dentro, deixar brilhar o que é do céu. Quem se veste de mentira não caminha em liberdade, pois a máscara que protege também rouba a identidade. (refrão) Toda luz que se apaga por medo da revelação gera sombras que adoecem a firmeza da intenção. Mas quem vive na verdade, mesmo quando a dor reluz, é farol que segue íntegro, refletindo o próprio Jesus. (estrophe 6) A confiança floresce onde existe transparência, é jardim que se equilibra com raízes na essência. Esconder o que é vital destrói vínculos ao redor, apaga faróis antigos, faz do claro algo menor. (estrophe 7) Por isso eu escolho a luz — mesmo quando ela desnuda — pois verdade que liberta não é peso, é força justa. Que meu ser seja candeeiro diante de qualquer irmão, porque a luz que vive aberta é quem firma a comunhão. (refrão) Toda luz que se apaga por medo da revelação gera sombras que adoecem a firmeza da intenção. Mas quem vive na verdade, mesmo quando a dor reluz, é farol que segue íntegro, refletindo o próprio Jesus.