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EU ME AMO NO SILÊNCIO

(Estrofe 1) No silêncio encontro chão firme pra pisar, a alma desacelera e aprende a respirar; quando o ruído cessa dentro do meu ser, escuto minha vida novamente florescer. (Estrofe 2) É no quieto profundo que me volto a mim, sem máscaras, sem pressa, começo pelo fim; o silêncio não cobra, apenas sabe esperar, e nele aprendo, enfim, a comigo ficar. (Estrofe 3) Ali Deus não grita, apenas faz sinal, um sussurro sereno, discreto e real; no espaço sem palavras meu coração se refaz, e o amor por mim cresce, simples e capaz. (Refrão) Eu me amo no silêncio que me abriga, na voz suave que em mim respira; quando tudo cala, eu sei quem sou, no silêncio me amo, inteiro estou. (Estrofe 4) O silêncio me livra do olhar exterior, não preciso aplausos pra reconhecer valor; sem plateia, descubro o que é essencial, e amar-me em segredo torna-se natural. (Estrofe 5) Há curas que só vêm quando paro de falar, quando deixo a alma sozinha se explicar; no intervalo mudo entre dor e oração, me amo inteiro, sem negociação. (Estrofe 6) O silêncio ensina a não me abandonar, a não fugir de mim, a permanecer no lugar; nele acolho feridas sem pressa ou temor, e faço do escutar um gesto de amor. (Refrão) Eu me amo no silêncio que me abriga, na voz suave que em mim respira; quando tudo cala, eu sei quem sou, no silêncio me amo, inteiro estou. (Estrofe 7) Não é vazio o silêncio que escolho morar, é presença profunda que sabe cuidar; quanto menos eu digo, mais posso sentir, e o amor-próprio aprende a persistir. (Estrofe 8) No silêncio não finjo, não preciso vencer, sou apenas alguém disposto a ser; e nessa nudez tranquila do coração, me amo sem defesa, sem explicação. (Ponte) Quantas vezes me perdi tentando agradar, falando demais pra não me escutar; amei coisas, nomes, posições sem fim, e esqueci do silêncio que cuidava de mim. (Refrão) Eu me amo no silêncio que me abriga, na voz suave que em mim respira; quando tudo cala, eu sei quem sou, no silêncio me amo, inteiro estou. (Refrão Final) Hoje eu me amo em qualquer situação, no barulho do mundo ou na solidão; mas é no silêncio que reafirmo meu bem: amar-me sempre, com tudo o que vem.