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HOLOCAUSTOS COMO AGRADO DIVINO

(Estrofe 1) No altar subia a fumaça espessa ao céu, como se Deus respirasse dor e fel, e eu cria que o aroma do animal vencido subisse como louvor ao Eterno ferido. (Estrofe 2) Li que o sangue vertido era cheiro agradável, que a chama fazia o pecado suportável, e imaginei Teu trono ansiando por brasas, como rei sedento de culpas e cinzas rasas. (Estrofe 3) Aprendi que a culpa exigia carvão e lâmina, que a carne ardendo comprava Tua lâmpada, e defendi que justiça era fornalha acesa, onde o medo mantinha viva a firmeza. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do medo, não és divindade faminta de degredo, Tu queres misericórdia, não sacrifício, és Pai que abraça antes do juízo. (Estrofe 4) Mas Teu Filho tocou feridas sem exigir oferta, curou leprosos sem pedir chama desperta, perdoou antes mesmo do choro formal, mostrando que Teu amor é original. (Estrofe 5) Ele contou de um pai que corre na estrada, sem novilho morto, sem culpa cobrada, apenas braços abertos ao filho distante, rompendo a lógica antiga, fria e cortante. (Estrofe 6) Quando citou “misericórdia quero”, ecoou claridade, rasgando o véu da severa religiosidade, como sol que invade templo fechado, mostrando que o amor nunca foi negociado. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do medo, não és divindade faminta de degredo, Tu queres misericórdia, não sacrifício, és Pai que abraça antes do juízo. (Estrofe 7) Se precisasses de sangue para amar, Teu afeto seria comércio no altar, mas Jesus revelou Tua essência mais funda: graça que salva, levanta e inunda. (Estrofe 8) Não és Deus que calcula fumaça no vento, nem contador de pecados em julgamento, és fonte que jorra sem exigir moeda, rio que limpa sem cobrar queda. (Estrofe 9) Teu prazer não está no grito do animal, mas no coração quebrantado e leal, não no cheiro da carne consumida, mas na consciência ao amor rendida. (Estrofe 10) Hoje vejo que o altar era sombra e figura, pedagogia antiga, cultura dura, mas em Cristo brilhou Tua face serena, Deus que ama sem exigir pena. (Ponte) Falhei ao Te pintar como juiz sanguinário, confundi tradição com santuário, usei Teu nome para sustentar severidade, e chamei de zelo o que era vaidade. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do medo, não és divindade faminta de degredo, Tu queres misericórdia, não sacrifício, és Pai que abraça antes do juízo. (Refrão Final) Agora descanso em Ti, Jesus-Amor, certo de que és eterno favor, jamais serias contrário à própria essência, pois Teu nome é graça, luz e clemência.