
Falaram-te das coisas belas Aquelas, que por elas Aquelas que te trariam uma razão Aquelas mesmo, aquelas que pelas Darias a vida à morte À morte da criação Falaram-te de como seria e será Se não seguires o guião Promessas vãs de sustentação Contentores de almas em suspensão Suporte básico de vida Na morte da vida descrita, vendida Como sendo a única opção Chamaste à criatividade Algo teu, exclusividade Reclamaste os teu direitos Em regras de linhas tortas Achas-te e bates no peito Criador De uma criação Não retém para si Sequer uma inspiração Quer queiras, quer não É tempo da humilhação O momento da recordação Em que todos reconhecerão Que nada É de ninguem Que tudo É de toda a gente Que toda a gente é alguém E que, ninguém, também Toda a gente e alguém

