
Ciúmeiras e Silêncios
Um olhar desconfiado, um amor que se perdeu, No palco dos silêncios, o ciúme nos venceu. Passos ecoam sozinhos, na dança de um adeus, Mas quem diz que o destino não brinca com os seus? Um coração que não sabia amar, E os ciúmes começaram a sufocar. As palavras ficaram presas no ar, Era o início do fim, difícil de negar. Cada gesto teu virava desconfiança, A alegria murchou na dor da insegurança. Fui carrasco e prisioneiro, tudo em vão, Sufocando o amor com as mãos da solidão. Ah, os ciúmes, feras sem coleira, Quebram as asas, nos prendem na esteira. Silêncios gritavam o que não podíamos dizer, No tango da vida, não soubemos viver. (bis 1) Te vi partir, com o peso da razão, Um adeus que rachou meu coração. Mas nas sombras, ainda via teu reflexo, Um amor que queimava, um desejo complexo. ( 1 ) As noites frias eram palco de lamento, Cada suspiro teu, perdido no vento. No relógio do tempo, as horas congelaram, E os ecos do silêncio minha alma abraçaram. Ah, se o amor pudesse perdoar, Se o ciúme deixasse a alma respirar. Mas nas cicatrizes, aprendi a lição, Que amar é dar asas e abrir o coração. Ah, os ciúmes, feras sem coleira, Quebram as asas, nos prendem na esteira. Silêncios gritavam o que não podíamos dizer, No tango da vida, não soubemos viver. (bis 2) Agora sei que amar é confiar, Deixar o silêncio apenas descansar. Os ciúmes foram lições para aprender, Que o amor verdadeiro só sabe crescer. ( 2 )

