
(Estrofe) Aprendi a temer tronos e vozes Como se altura fosse unção Confundi títulos com deuses velozes E mando com revelação (Estrofe) Vi a cadeira virar altar E o cargo virar vocação Quem subia dizia representar O céu em forma de imposição (Estrofe) Achei que Deus falava mais alto Quanto mais distante do chão E não notei que o sagrado salto Era descer por compaixão (Refrão) Jesus vira o poder do avesso E chama serviço de glória Santidade não pesa no pescoço Ajoelha, lava, faz história (Estrofe) A autoridade virou escudo Para não tocar a dor O mando se fez conteúdo E a fé perdeu o amor (Estrofe) Mas Ele cinge a toalha simples E se curva sem se explicar O Senhor dos dias infinitos Escolhe os pés para falar (Estrofe) Quem manda, segundo Jesus, Não sobe, aprende a descer O poder que do Pai conduz É servir sem aparecer (Refrão) Jesus vira o poder do avesso E chama serviço de glória Santidade não pesa no pescoço Ajoelha, lava, faz história (Estrofe) Onde eu vi tronos blindados Ele viu irmãos cansados Onde ergui muros sagrados Ele tocou os rejeitados (Estrofe) O santo não foi quem mandou Mas quem amou até o fim O Reino não se impôs Se ofereceu, assim (Ponte) Lamento ter defendido o Deus do trono Que exige honra e distância Usei textos, cargos e decoro Para justificar minha arrogância Achei que autoridade validava a fé E que mandar era zelo santo Ignorei que o Cristo em pé Escolheu o chão e o pranto (Refrão) Jesus vira o poder do avesso E chama serviço de glória Santidade não pesa no pescoço Ajoelha, lava, faz história (Refrão Final) Hoje descanso no Deus que se inclina Sem medo de perder lugar Em Jesus, o amor governa Servir é reinar Jamais, por motivo algum, seria diferente O poder de Deus é relação Ele reina eternamente Lavando os pés do coração

