
Verso 1 Aonde existe o brilho, ali mora a escuridão Entre o certo e o errado, só uma fina divisão Se o mundo é preto e branco, quem dita o tom? O que é doce vira amargo, o que é fraco vira som Dia após dia, tudo segue o mesmo trilho Rostos sem expressão, seguindo o mesmo brilho Nada muda, nada cresce, nada se transforma É uma dança repetida, um roteiro sem forma Refrão Vejo a luz e me perco na sombra Sentimento preso, indiferente e sem honra O que vale ser o bom? O que vale ser o mal? No fim, tudo se perde no igual Verso 2 Eu procuro por um caminho que eu possa chamar meu Mas é sempre a mesma estrada, só muda quem sou eu De manhã à noite, o mundo grita hipocrisia Todos fingindo, seguindo sua utopia Será que o certo é mesmo certo, ou só ilusão? Cada escolha esconde um preço, uma prisão As luzes ofuscam, mas trazem a escuridão E tudo o que sinto é só indiferença em vão Refrão Vejo a luz e me perco na sombra Sentimento preso, indiferente e sem honra O que vale ser o bom? O que vale ser o mal? No fim, tudo se perde no igual Ponte Deixe que a luz brilhe e que a sombra me envolva Que o mundo role, enquanto a vida se resolva No espelho vejo o reflexo do que não posso ser Na dança do brilho e sombra, me deixo esquecer Refrão Vejo a luz e me perco na sombra Sentimento preso, indiferente e sem honra O que vale ser o bom? O que vale ser o mal? No fim, tudo se perde no igual Final Aonde existe o brilho, ali mora a escuridão Se tudo é um ciclo, então pra que a direção?

