
O Orgulho deste embrião Que não seguia a fila Queria ser diferente então E que nunca vacila Existe algo em você diferente Que procuro e não encontro Não sei bem o que me vem na mente Mesmo assim demonstro Como ajudar a entender a pessoa amada Alguem que não quer aprender Pois você está sempre errada Desse jeito eu nunca posso te defender Essas novidades não me afetam Que te levaram a essa situação Os seus problemas gritam Mas o amor é a solução A saúde envelhece E a beleza desaparece Não é o que parece mas você tem o que merece O seu privilégio Não é a minha prioridade é seu sacrílegio Foi você que fez com qualidade Esse arrepio que só dá vontade No dia dos namorados vem a criatividade e se fingem de apaixonados E aquele xingamento não tem mais desculpa eu só lamento seu sentimento de culpa. Frágil como papel. O Papel molhou e manchou Manchou todos os versos que escrevi A tinta escorreu e o papel enrugou Tenho vergonha de te entregar e você ri Como uma interferência que atrapalha uma comunicação com frequência falha Nítido não fica, não é alto e nem clara Uma mensagem afiada como uma navalha As vezes fica o dito pelo não dito E o que se entende é um maldito Dos versos palavras se perderam E as frases ficaram sem sentido Agora é algo como gelo, não é mais importante Transparente, limpo e sólido, eu não queria são só manchas e o que era confortante agora estão sujas, derretidas e fria O temporal piorou e o vento levou O resto dos meus versus voaram Corro e procuro e os encontro As palavras confortantes entonaram Ergo com cuidado para não rasga-lo Na esperança de ainda poder aproveita-lo Observo para ver se algo restou E percebo que de todas palavras que sobrou Só duas não manchou. “TE Amo”. Dib.

