
De terno branco, gravata encarnada O mestre chega no clarão da lua O seu chapéu protege a caminhada De quem conhece os segredos da rua Não é só boemia, é fundamento É caridade em forma de prazer Sua presença é como o sopro do vento Trazendo a força e a luz do saber. Salve, Seu José, mestre da fé! Pai de alma, senhor do auxílio É a dádiva divina em pé Limpando as pedras do nosso trilho. Malandro mestre, o seu ponto é certeiro Doutor na arte de sobreviver É o braço forte do seu terreiro Que ensina a gente a nunca esmorecer Se o caminho aperta e a noite é fria Ele estende a mão com seu axé Transforma o pranto em pura alegria Pois quem tem Zé, nunca perde a fé. Sua malandragem é sabedoria De quem viveu o mundo e se iluminou Na encruzilhada ou na boemia A sua estrela sempre brilhou. Salve, Seu José, mestre da fé! Pai de alma, senhor do auxílio É a dádiva divina em pé Limpando as pedras do nosso trilho.

