
(estrofe 1) Curtindo a natureza depois do temporal O chão respira um perfume essencial A terra molhada fala sem voz Histórias antigas sob nossos pés e nós (estrofe 2) O cheiro que sobe do barro aberto É como abraço simples e certo Lembra que a vida sabe recomeçar Mesmo após a chuva que vem castigar (estrofe 3) Cada gota escreve no pó um sinal De limpeza, de ciclo, de ritual O mundo se lava sem pedir perdão E ensina o valor da renovação (refrão) A terra molhada é prece no chão Cheiro de começo, de recriação Curtir a natureza é reaprender Que tudo que cai pode florescer (estrofe 4) Pés descalços sentem o frio gentil Do solo vivo, fértil e sutil É como se o tempo parasse ali Para a alma enfim poder florir (estrofe 5) O barro nas mãos não suja, revela Que a vida é simples quando se nivela Na terra molhada mora a lição De cair, misturar-se e virar pão (refrão) A terra molhada é prece no chão Cheiro de começo, de recriação Curtir a natureza é reaprender Que tudo que cai pode florescer (estrofe 6) Folhas lavadas refletem o céu O mundo renasce sem papel ou véu E quem respira esse ar primeiro Descobre paz num gesto inteiro (estrofe 7) Curtindo a natureza após chover Aprendo com o chão a viver A terra molhada, em silêncio profundo Ensina que renascer é lei do mundo (refrão) A terra molhada é prece no chão Cheiro de começo, de recriação Curtir a natureza é reaprender Que tudo que cai pode florescer

