[Prelude] "Nos picos onde o ar é rarefeito, a verdade é fria como a pedra. Meu nome é Arautator. Sou o quinto filho. Meus irmãos herdaram a terra, a caça, a arte e as lendas. Mas eu... eu herdei os olhos da tempestade. E um destino que não ousa dizer seu nome." [Intro] [Verse 1] Kalanar, meu pai, é a rocha que não cede "Pico Alto" em sua glória, a tradição é o que ele pede Minha mãe Lunara, com a canção do vento no olhar Diz que meus olhos violeta são um sinal a despertar Gralan cuida dos chulls, Bero caça na neblina Mas em meu peito arde uma chama, uma estranha sina [Verse 2] Pela entalha os ossos, cria totens de proteção Rokh sonha com guerras, cantando sagas de ilusão Eu sou o quinto, o guerreiro marcado ao nascer Cabelos de cobre, pele pálida, o que vou ser? Dizem que a guerra dos olhos-claros não é lugar pra mim Mas o silêncio da montanha anuncia o meu fim [Verse 3] Nas encostas remotas, o destino me encontrou Vevala, o Parshendi, que a própria morte tocou Pele de mosaico, luz vazando das fissuras Um herói quebrado, fugindo de guerras escuras Ele trazia a Lâmina que canta fúria e dor E me ensinou que a força nasce do temor [Pre-Chorus] Ecos antigos despertam em minhas veias Guerreiro forjado em neve e luas cheias O sussurro de Vevala some na escuridão Agora empunho a luz viva em minha mão [Chorus] Olhos violeta queimam no temporal Quebro o molde, fujo do normal Dos Picos de Horneater às Planícies Quebradas Sou quem quebra o silêncio e as correntes pesadas! Não pela glória, nem vaidade a seguir Mas pela honra de quem vi partir Seguro a Lâmina que chora e grita Guardião dos sonhos que a dor agita! [Verse 4] "Não lute por ódio", ele disse com voz rouca "Ouça o ritmo da batalha", o ar saindo da boca Me ensinou a ser fortaleza, carapaça de pele e osso A sentir o espreno da Lâmina, o peso no pescoço Ele desertou para não ser monstro, para não destruir E agora passa o legado antes de partir [Verse 5] A notícia chegou como um trovão no salão Rocha partiu para as planícies, buscando a provisão Vevala sorriu, seu tempo chegando ao final "Siga seu parente, vá para o centro do vendaval" A Lâmina me chama, escondida na caverna que chora Meu treino acabou, é chegada a hora [Verse 6] Subi ao Pico dos Ecos, sob a lua a brilhar Um glorispreno dourado veio me visitar Vi minha sombra antiga, de armadura e luz O caminho é solitário, é a honra que seduz Pai, me dê sua bênção, ou apenas o seu olhar Arautator desce a montanha, para nunca mais voltar [Pre-Chorus] Ecos antigos despertam em minhas veias Guerreiro forjado em neve e luas cheias O sussurro de Vevala some na escuridão Agora empunho a luz viva em minha mão [Chorus] Olhos violeta queimam no temporal Quebro o molde, fujo do normal Dos Picos de Horneater às Planícies Quebradas Sou quem quebra o silêncio e as correntes pesadas! Não pela glória, nem vaidade a seguir Mas pela honra de quem vi partir Seguro a Lâmina que chora e grita Guardião dos sonhos que a dor agita! [Bridge] Na caverna onde o vento chora como criança Encontrei o aço morto, a minha herança Não é poder, é um fardo que carrego O juramento sagrado, o meu ego eu nego Vou curar o laço! Manterei meu chão! Até que a paz encontre sua canção! [Chorus] Olhos violeta queimam no temporal Quebro o molde, fujo do normal Dos Picos de Horneater às Planícies Quebradas Sou quem quebra o silêncio e as correntes pesadas! Não pela glória, nem vaidade a seguir Mas pela honra de quem vi partir Seguro a Lâmina que chora e grita Guardião dos sonhos que a dor agita! [Post-Chorus] Olhos violeta! (A chama que incita!) Sonhos quebrados! (A alma que grita!) Sou o guardião! Para as Planícies eu vou! (Eu vou, eu vou...) [Outro] "O caminho é solitário. Mas os ventos... os ventos me guiam para casa." (Fade out)