
A Canção do Corvo-Estrela: "Armadura de Lilás"
[Verse 1] Vendida por meu pai, por menos que um porco Um corpo torcido, um destino torto Em Aretuza, o ódio era meu ar Tissaia viu a chama no meu olhar Na dor do espelho, meu pranto se fez mudo Trocando meu útero por poder e por tudo... [Pre-Chorus] Minha frieza é a torre que eu mesma levantei Com orgulho e vingança, cada lei eu ditei São as defesas complexas que usei pra não mais sangrar Um coração de obsidiana, pra ninguém mais tocar. [Chorus] A identidade inata, eu a fiz em pedaços! A que eu mesma escolhi, recriou os meus traços! Beleza e poder são minha armadura! Contra a vulnerabilidade e a memória que amargura! [Verse 2] Lilás e groselha, o cheiro no ar Um feitiço, um glamour pra poder disfarçar O vazio que a magia jamais preencheu O calor de um filho que a vida me deu... e tirou Busco em portais o que me foi negado Um destino quebrado, um futuro roubado. [Pre-Chorus] Minha frieza é a torre que eu mesma levantei Com orgulho e vingança, cada lei eu ditei São as defesas complexas que usei pra não mais sangrar Um coração de obsidiana, pra ninguém mais tocar. [Chorus] A identidade inata, eu a fiz em pedaços! A que eu mesma escolhi, recriou os meus traços! Beleza e poder são minha armadura! Contra a vulnerabilidade e a memória que amargura! [Bridge] E então, um bruxo de olhos dourados Viu os cacos da alma por trás dos penteados... Ele fez um desejo, nos ligou pelo fim Mas o que eu mais desejo... não está dentro de mim. É uma criança surpresa, uma chama a guiar... O amor que conserta... e ensina a amar. [Solo] [Verse 3] Não sou um receptáculo, não sou um troféu Sou a força que move a terra e o céu Se o destino nos tece numa teia voraz Eu corto os fios, e o refaço em paz... ou em guerra Pela minha menina, a leoa vai lutar E o mundo inteiro vai me ver reinar. [Pre-Chorus] Minha frieza é a torre que eu mesma levantei Com orgulho e vingança, cada lei eu ditei São as defesas complexas que usei pra não mais sangrar Mas por ela, meu peito eu abro pra lutar! [Chorus Final] A identidade inata, eu a fiz em pedaços! A que eu mesma escolhi, recriou os meus traços! Beleza e poder são minha armadura! Contra a vulnerabilidade e a memória que amargura! [Outro] "Lilás... e groselha..."

