
[Verse 1] Arte é arte o resto não estorve não se pesa talento na balança do suporte Artolas e artistas não se medem em focos há quem brilhe em silêncio bem longe dos holofotes Dom que chega calado assina o peito por dentro não precisa de carimbo pra fazer sentido ao tempo [Chorus] Viva a arte universal que não pede aplauso que nasce num caderno rasgado num canto da sala, num quadro guardado Viva a arte universal que não dobra o joelho ao troféu se o coração treme, isso é selo suficiente se te muda por dentro, já tocou o céu [Verse 2] Hoje é dia de Da Vinci e de quem rabisca no comboio de quem canta na cozinha e transforma cansaço em aço novo Cada traço é uma história cada verso, um lugar português da nossa boca a dar mundos ao mundo sem se explicar Não há palco obrigatório pra beleza acontecer basta um olhar atento e vontade de ver [Chorus] Viva a arte universal que não pede aplauso que nasce num caderno rasgado num canto da sala, num quadro guardado Viva a arte universal que não cabe em medalhas ao peito arte é dom, é gesto solto no ar não precisa de ninguém a dizer que está direito

