
(estrofe 1) Não foi o sol que veio me escolher, nem a sorte mudando de direção, foi dentro do peito um verbo nascer: alegria é escolha, não condição. (estrofe 2) O dia acorda neutro, quase cru, não promete abrigo nem vendaval, sou eu quem decide o tom do que viu, se faço do comum algo essencial. (estrofe 3) As circunstâncias passam como maré, ora mansas, ora duras no chão, mas minha vontade aprende a ficar em pé quando digo ao caos: não mando o coração. (refrão) Quero ser alegre, mesmo sem razão, não por fuga, mas por direção, não espero o mundo me dar permissão: a alegria nasce da decisão. (estrofe 4) Há dias em que o peso tenta ensinar que sorrir é luxo, erro ou ilusão, mas descubro força em continuar sem vender a alma à resignação. (estrofe 5) Nem todo riso vem da facilidade, alguns brotam do chão mais duro, são sementes lançadas na adversidade que insistem em florescer no escuro. (estrofe 6) Escolher alegria não é negar a dor, é não coroá-la dona do trono, é dizer ao medo, sem rancor: você passa, mas eu permaneço inteiro. (refrão) Quero ser alegre, mesmo sem razão, não por fuga, mas por direção, não espero o mundo me dar permissão: a alegria nasce da decisão. (estrofe 7) Quando falham promessas e mãos, e o humano revela seu limite, a alegria vira afirmação de quem não desiste do que acredita. (estrofe 8) Assim caminho com passos atentos, sabendo o custo de não endurecer, pois viver alegre, entre tantos ventos, é escolher amar antes de se defender. (ponte) Lamento os dias em que me neguei, quando apaguei a luz por cansaço ou temor, quando, ferido, também privei o mundo do bem que eu poderia ser. (refrão) Quero ser alegre, mesmo sem razão, não por fuga, mas por direção, não espero o mundo me dar permissão: a alegria nasce da decisão. (refrão final) Hoje eu me amo, inteiro e imperfeito, e escolho a alegria como morada, sei que a tristeza terá seu direito, mas não será mais a voz soberana.

