
(ESTROFE 1) Há noites longas dentro do meu peito, Onde o medo tenta ditar meu leito, Mas algo insiste em não se apagar: Uma fé discreta a me sustentar. (ESTROFE 2) Não é certeza fácil nem resposta pronta, É chama pequena que nunca afronta, Mesmo tremendo, ela ousa ficar, Quando tudo em mim quer recuar. (ESTROFE 3) Creio em Deus que caminha comigo, Creio na vida apesar do perigo, E aos poucos aprendi a perceber Que crer em mim também é crer. (REFRÃO) Eu me amo na minha fé que não se rende, Mesmo na noite, meu coração acende, Creio em Deus, na vida e no que sou: Essa fé me guarda, essa fé sou eu. (ESTROFE 4) Fé não é grito, é respiração, É continuar mesmo sem direção, É dar um passo quando não se vê O chão seguro de amanhã ou de ontem, por quê. (ESTROFE 5) Já confundi fé com medo disfarçado, Com promessa alheia, com fardo imposto, Mas ao perder o que não me serviu, Minha fé mais simples ressurgiu. (ESTROFE 6) Hoje ela mora no gesto pequeno, No bem possível, no amor sereno, Não exige provas nem perfeição, Apenas verdade no coração. (REFRÃO) Eu me amo na minha fé que não se rende, Mesmo na noite, meu coração acende, Creio em Deus, na vida e no que sou: Essa fé me guarda, essa fé sou eu. (ESTROFE 7) Quando tudo em volta parece ruir, Minha fé não manda fugir, Ela sussurra: “permaneça aqui”, Há luz no escuro que ainda não vi. (ESTROFE 8) Não sou herói, nem exemplo final, Sou humano, falho, real, E mesmo assim, sem me esconder, Minha fé escolhe permanecer. (PONTE) Quantas vezes neguei meu próprio valor, Para caber em sistemas, pessoas e dor, Troquei minha fé viva por aprovação, E apaguei minha luz por aceitação. (REFRÃO) Eu me amo na minha fé que não se rende, Mesmo na noite, meu coração acende, Creio em Deus, na vida e no que sou: Essa fé me guarda, essa fé sou eu. (REFRÃO FINAL) Hoje eu me amo crendo, mesmo sem ver, Na queda, no medo, no reaprender, Se o dia é claro ou se a noite vem, Eu me amo na fé que me mantém.

