
(estrofe 1) Caminho entre flores, o vento murmura, A brisa suave me fala em segredo, A terra respira, e em sua doçura, O tempo se acalma, dissolvendo o medo. (estrofe 2) As aves desenham no céu sua dança, O sol se derrama num tom de esperança, Os ramos se curvam em leve confiança, E a alma do rio reflete a bonança. (estrofe 3) A relva acaricia os passos cansados, O perfume do campo acende o querer, Há paz nas raízes e sons abençoados, Que falam do rio que insiste em viver. (refrão) Segue o rio seu rumo, sereno e fiel, Contorna a pedra, não luta com ela, Encontra no tempo um brilho de mel, E ensina ao homem a força singela. (estrofe 4) Os galhos se unem num gesto de abraço, E o rio, atento, reflete o luar, Nas margens repousa o sonho e o cansaço, De quem aprendeu a não se apressar. (estrofe 5) O fluxo das águas murmura canções, Que falam de vida, de entrega e razão, Quem ouve entende que as emoções, São rios também, correndo em oração. (refrão) Segue o rio seu rumo, sereno e fiel, Contorna a pedra, não luta com ela, Encontra no tempo um brilho de mel, E ensina ao homem a força singela. (estrofe 6) Na curva do rio há segredos guardados, Memórias de chuva, de sol, de trovão, Mas segue adiante, com passos molhados, Leal ao destino que tem na amplidão. (estrofe 7) E quando no mar enfim se encontrar, Não perde sua alma, apenas se entrega, Mostrando que a vida é seguir e amar, Mesmo que o fim pareça uma regra. (refrão) Segue o rio seu rumo, sereno e fiel, Contorna a pedra, não luta com ela, Encontra no tempo um brilho de mel, E ensina ao homem a força singela.

