
(estrofe 1) Contando o cristianismo... é lembrar, quando a dor virou oportunidade, e alguém prometeu fazer curar cobrando preço pela fragilidade. (estrofe 2) Havia um coração quebrantado, procurando abrigo e direção; mas encontrou um altar calculado, medindo a fé pela contribuição. (estrofe 3) Disseram: “Dê para receber”, como se a graça tivesse valor; fizeram do medo um poder e da esperança um comprador. (estrofe 4) Quem sofria buscava consolo, quem mandava exigia submissão; a lágrima tornou-se protocolo, e a carência, fonte de exploração. (refrão) A graça não se vende, não, nem a cura é mercadoria; Jesus não cobra pelo coração, nem comercializa a esperança e a alegria. (estrofe 5) O frágil precisa de cuidado, não de culpa sobre sua aflição; precisa encontrar-se acompanhado, não acorrentado pela devoção. (estrofe 6) Quando a promessa vira contrato, a fé perde o seu resplendor; o templo transforma-se em mercado, e o pastor pode virar cobrador. (estrofe 7) Não basta levantar as mãos se alguém se ajoelha por temor; o Reino não cresce sobre opressões, mas sobre liberdade e amor. (refrão) A graça não se vende, não, nem a cura é mercadoria; Jesus não cobra pelo coração, nem comercializa a esperança e a alegria. (estrofe 8) O Mestre viu quem estava cansado e ofereceu descanso e acolhida; jamais transformou o necessitado em instrumento para sua vida. (estrofe 9) A fé que liberta não ameaça, não exige medo para convencer; estende ao ferido a sua graça e ajuda o abatido a renascer. (estrofe 10) Contando o cristianismo... é lembrar que o amor não pode ter tarifa; quem usa a dor para lucrar se distancia da Boa-Nova viva. (refrão) A graça não se vende, não, nem a cura é mercadoria; Jesus não cobra pelo coração, nem comercializa a esperança e a alegria.

