
(Intro - Baixo groovado e batida subindo) (Verso 1) O relógio não perdoa o sono de quem acorda cedo Na marmita, o tempero é a coragem, o tempero é o medo O asfalto ainda tá frio, mas o peito tá em brasa Um tchau pra coroa, a benção que protege a casa. Vi o brilho falso da esquina, a promessa do lucro fácil Mas meu mastro é de ferro, não se dobra no cansaço Prefiro o calo na mão do que o peso no espírito Minha vitória não é manchete, é o silêncio de um grito. (Pré-Refrão) Eles dizem que o CEP é o destino final Que a gente é só estatística no jornal nacional Mas eu li a entrelinha, eu mudei o roteiro Fui buscar meu tesouro no meio do nevoeiro. (Refrão - Explosão de sintetizadores e groove) É o mérito que brilha mais que ouro de vitrine! Venci sem o aval do crime, sem o aval do crime! O suor que escorre é tinta escrevendo a história De quem trocou o atalho pela longa trajetória. (Pela longa trajetória...) (Verso 2) Hoje o tênis tá limpo, mas a sola lembra a lama Não esqueci de onde vim, nem de quem me ama O diploma na parede é o troféu da guerrilha Um muro que caiu, um sol pra minha família. Olho pro espelho e vejo um rosto de paz O que ficou pra trás me fez saber do que sou capaz Sem dever pra ninguém, sem rastro de pólvora no ar Apenas o ritmo certo pra quem sabe caminhar. (Ponte - Clima dub, mais espacial) Resistência... não é só bater de frente. É saber florescer... onde o asfalto é quente. É ser luz... onde a sombra tenta dominar. É o poder da escolha... o verbo acreditar. (Solo de Guitarra/Sintetizador conforme a música) (Refrão Final) É o mérito que brilha mais que ouro de vitrine! Venci sem o aval do crime, sem o aval do crime! O suor que escorre é tinta escrevendo a história De quem trocou o atalho pela longa trajetória. (Outro - Desvanecendo com o baixo) Longe da grade... Perto do sonho... A pé ou de carro, o que vale é o que eu ponho... Na mesa... no peito... Direito.

