[Verso 1] Me chamam a luz e a vida, As águas gélidas da aurora a brilhar. Me chamam de a poeta Buzina, E as trovas das andorinhas a cantar. [Verso 2] Dizem que o inverno é pura beleza, Quem nasce na neve sempre verá. A primavera traz sua certeza, Repetindo os ciclos, mesmo ao deixar. [Verso 3] Dizem que o outono é a vida, Quem vem com as folhas sempre vê cair. No verão, a lição é vivida, Quando o sol insiste em nos fazer sentir. [Refrão] As estações são cíclicas, assim, Eu vou me repetindo em cada manhã. Verdadeiramente cíclicas, Como minha vida e a poesia que se faz. [Verso 4] Dizem que as vozes ecoam no vento, Contando histórias de quem já passou. Entre sussurros, a vida é um canto. E em cada esquina, um novo amor brotou. [Verso 5] Já falaram da primavera, Somos folhas nas árvores a dançar. Quem nasce sob o gelo eterno, Já viu tudo e ainda quer sonhar. [Verso 6] E ao final de cada estação, Guardamos no peito o que nos faz viver. Nos ciclos da vida, a transformação, Um eterno recomeço, prontos pra renascer.