
(estrofe 1) Disseram que a dor seria teu fado, nas contrações, o preço selado, mas em Jesus, surge nova visão, a mulher é livre, plena criação. ... (estrofe 2) Não és prisioneira de um parto ferido, nem sombra de um Éden já esquecido, teu corpo é templo, fonte de vida, na luz divina, és bem recebida. ... (estrofe 3) O antigo decreto te quis inferior, sob mando do homem, em sombra e temor, mas Cristo liberta, te chama irmã, dignidade plena, em amor soberano. ... (refrão) Eva é condenada à dor e ao sofrer, mas Jesus ensina outro viver: um Deus que valoriza igualdade, não dor como eterna realidade. ... (estrofe 4) Olho as espécies que o mundo abriga, fêmeas gerando, seguindo a vida, não castigo imposto, mas natureza, fluindo em ritmo, paz e beleza. ... (estrofe 5) Na cruz se desfez o peso da lei, na ressurreição, tua voz escutei, a primeira a ver a vitória da fé, Maria no jardim, a esperança de pé. ... (estrofe 6) Não mais dependente de jugo severo, no Cristo encontro valor sincero, nem servo, nem dona, mas companheira, aliança justa, amor de bandeira. ... (refrão) Eva é condenada à dor e ao sofrer, mas Jesus ensina outro viver: um Deus que valoriza igualdade, não dor como eterna realidade. ... (estrofe 7) Lembro o passado, da pregação fria, onde a mulher era sombra vazia, mas no Evangelho, se ergue altaneira, voz de profeta, líder verdadeira. ... (estrofe 8) Oh Deus de Jesus, perdão eu imploro, por ter no passado pregado o escoro de um Jeová que subjugava e feria, quando em ti só há graça e alegria. ... (ponte) Choro lembrando o quanto preguei, com dureza contra quem não pensei, violentei vidas em nome da lei, do falso temor que eu mesmo criei. ... (refrão) Eva é condenada à dor e ao sofrer, mas Jesus ensina outro viver: um Deus que valoriza igualdade, não dor como eterna realidade. ... (refrão final) Teu amor me cobre, não me condena, mesmo enganado em fé tão pequena, induzido por líderes sem compaixão, encontro em ti vida e libertação.

