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EU ME AMO NOS MEUS LIMITES

(Estrofe 1) Aprendi que dizer não também é cuidado, um gesto firme, calmo e bem guardado; meu limite não nasce da dureza, nasce do zelo pela própria inteireza. (Estrofe 2) Há fronteiras que mantêm o chão seguro, não isolam, apenas dão contorno ao futuro; quem sabe até onde pode ir aprende melhor onde deve florir. (Estrofe 3) Não preciso provar valor cedendo espaço, nem me perder para manter um laço; me amar é sustentar a posição onde minha paz tem habitação. (Refrão) Eu me amo nos meus limites, sim, eles me guardam, cuidam de mim; não são muros, são direção, protegem minha dignidade e coração. (Estrofe 4) Limite é palavra que organiza o afeto, evita excessos, preserva o que é correto; onde tudo invade, nada permanece, mas onde há limite, o amor cresce. (Estrofe 5) Meu tempo é finito, minha força também, reconhecer isso me faz ir além; aceitar limites não é desistir, é escolher com sabedoria onde investir. (Estrofe 6) Há respeito quando honro o que sou, quando não forço o que já cansou; me amar é ouvir o corpo e a voz que pedem pausa, verdade e nós. (Refrão) Eu me amo nos meus limites, sim, eles me guardam, cuidam de mim; não são muros, são direção, protegem minha dignidade e coração. (Estrofe 7) Não me diminuo ao me preservar, aprendo a permanecer sem me quebrar; o limite é linguagem do amor maduro que prefere o real ao falso seguro. (Estrofe 8) Hoje sei onde começo e termino, isso dá clareza ao meu caminho; amar-me é manter esse lugar onde posso existir sem me negar. (Ponte) Quantas vezes ultrapassei meu limite para agradar, pertencer, ser aceito no convite; amei demais esquecendo de mim, e paguei caro por dizer sempre sim. (Refrão) Eu me amo nos meus limites, sim, eles me guardam, cuidam de mim; não são muros, são direção, protegem minha dignidade e coração. (Refrão Final) Agora eu me amo em qualquer condição, respeitando meu ritmo e extensão; quando escolho me amar sem me ferir, meus limites me ensinam a existir.