(estrofe 1) Ser tranquilo é aprender o ritmo do vento, Que não empurra a folha, apenas conduz. É falar baixo quando o mundo grita tenso, E acender serenidade onde faltou luz. (estrofe 2) É ter mãos que não tremem diante do caos, E olhos que não inflamam com a discórdia. É escolher o silêncio como gesto leal, Quando a palavra pode virar discórdia. (estrofe 3) Ser tranquilo é ser porto, não tempestade, É ancorar corações cansados de lutar. É oferecer chão firme na instabilidade, E não espalhar o peso de quem vai passar. (refrão) Ser tranquilo é semear descanso no chão, É trocar tensão por presença e cuidado. Onde há pressa, plantar respiração, Onde há ruído, ser abrigo calado. (estrofe 4) É não reagir como faísca no pavio, Nem vestir a raiva como proteção. É manter o peito aberto, mesmo no frio, E não devolver ofensa em forma de reação. (estrofe 5) Ser tranquilo é ter força que não oprime, É firmeza que não precisa gritar. É sustentar a paz quando tudo vacila, Sem precisar provar, vencer ou dominar. (refrão) Ser tranquilo é semear descanso no chão, É trocar tensão por presença e cuidado. Onde há pressa, plantar respiração, Onde há ruído, ser abrigo calado. (estrofe 6) É cuidar do tom, do gesto e do olhar, Sabendo que tudo comunica intenção. É escolher não ferir para se afirmar, Nem usar o conflito como afirmação. (estrofe 7) Ser tranquilo é confiar no tempo das coisas, E não forçar a vida a caber na mão. É ser paz que caminha entre pessoas, Sem fazer da própria calma uma imposição. (refrão) Ser tranquilo é semear descanso no chão, É trocar tensão por presença e cuidado. Onde há pressa, plantar respiração, Onde há ruído, ser abrigo calado.