(estrofe 1) Guardarei teu amor como quem guarda aurora, num cofre de silêncio dentro do coração, pois há lembranças tuas que o tempo não devora, e brilham como estrelas na noite da emoção. (estrofe 2) Há vinhos que embriagam por breve madrugada, mas teu afeto é fonte que nunca se esvai, é canto que permanece na estrada já passada, como eco doce que sempre retorna ao pai. (estrofe 3) Quando penso em teus gestos, o mundo se ilumina, como campo dourado tocado pelo sol, tua memória em mim é chama peregrina, que aquece o frio quando a tarde perde o arrebol. (estrofe 4) Teu amor permanece como brisa na vinha, como perfume antigo nas tábuas do altar, é lembrança viva que a alma acarinha, mais forte que o vinho servido no jantar. (refrão) Lembraremos do teu amor, suave e profundo, mais que do vinho rubro nas taças do prazer, pois tua ternura escreve no peito do mundo memórias que o tempo não pode esquecer. (estrofe 5) Teu amor é memória que floresce em silêncio, como rosa nascendo nas frestas do jardim, e mesmo quando a noite se veste de silêncio, teu perfume desperta alvoradas em mim. (estrofe 6) Recordar-te é beber de uma fonte secreta, onde a alma repousa na sombra do bem, pois teu carinho vive na página discreta da história que guardo e ninguém mais contém. (estrofe 7) Há sabores que passam como vento no trigo, mas teu amor permanece na mesa da vida, é pão repartido no íntimo abrigo, é chama constante que nunca é esquecida. (refrão) Lembraremos do teu amor, suave e profundo, mais que do vinho rubro nas taças do prazer, pois tua ternura escreve no peito do mundo memórias que o tempo não pode esquecer. (estrofe 8) Quando lembro teus olhos, desperta a esperança, como manhã surgindo depois do temporal, tua presença vive na doce lembrança como estrela que guia no rumo final. (estrofe 9) Teu amor é colheita guardada em celeiro, que alimenta a alma nos dias de escassez, é rio que corre sereno e inteiro, mesmo quando a terra conhece aridez. (estrofe 10) Por isso guardamos teu amor na memória, como vinho eterno servido no coração, pois quem prova contigo a alegria da história descobre na lembrança nova celebração. (refrão) Lembraremos do teu amor, suave e profundo, mais que do vinho rubro nas taças do prazer, pois tua ternura escreve no peito do mundo memórias que o tempo não pode esquecer.