
[Verse 1] Nantosvelta, chama viva, na margem onde a terra bebe. Trazes trigo na mão antiga, e a fonte quando o sol se esconde. Pelo lodo nasce a semente, pelas pedras corre a tua pele. Mãe da curva, mãe da espera, teu nome abre a primavera. [Pre-Chorus] E eu sinto a água subir por entre o medo e o barro. Sinto a vida repetir o teu sinal no charco. [Chorus] Nantosvelta, vem fazer flor do chão Nantosvelta, vem regar o coração Nantosvelta, vem na noite e no rio Nantosvelta, vem deusa do frio [Verse 2] Há romãs no teu silêncio, há pão quente no teu vulto. Onde pousas, fica o ventre a prometer outro fruto. As mulheres guardam o nome como quem guarda um lume. E os campos, de joelhos, bebem teu sal, teu perfume. [Pre-Chorus] E eu sinto a água subir por entre o medo e o barro. Sinto a vida repetir o teu sinal no charco. [Chorus] Nantosvelta, vem fazer flor do chão Nantosvelta, vem regar o coração Nantosvelta, vem na noite e no rio Nantosvelta, vem deusa do frio [Bridge] Se a seca fecha a garganta, tu abres a foz da terra. Se o ventre cala, tu cantas e a pedra inteira se descerra. Leva-me, leva-me agora, pela nascente escondida. Quero nascer em tua hora, quero beber a tua vida. [Final Chorus] Nantosvelta, vem fazer flor do chão Nantosvelta, vem regar o coração Nantosvelta, vem na noite e no rio Nantosvelta, vem deusa do frio

