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Sobre o Rigor na Ciência

V4.5+

[Verse 1] Naquele império, a Arte da Cartografia alcançou tal perfeição: um mapa de uma única província ocupava uma cidade inteira, e o mapa do Império uma província inteira. [Verse 2] Com o tempo, estes mapas desmedidos não bastaram — e os colégios de cartógrafos levantaram um mapa do Império que tinha o tamanho do Império e coincidia ponto por ponto. [Chorus] Mapa do Império, mapa tão vasto quanto o próprio chão. Mapa do Império, espelho inútil em suas mãos. [Verse 3] Menos dedicadas ao estudo, as gerações seguintes julgaram inútil esse dilatado mapa — e não sem impiedade entregaram-no ao sol e aos invernos. [Bridge — spoken] Nos desertos do Oeste perduram ruínas despedaçadas do mapa, habitadas por animais e por mendigos. Em todo o país não há outra relíquia das disciplinas geográficas. [Chorus — variação] Mapa do Império, desfeito em areia e tempo vão. Mapa do Império, tua perfeição foi perdição. [Outro] Ruínas no deserto, espelhos da ciência em pó. A cartografia se curva, o rigor também se dobra.