
Estrofe 1 Já não bastava o zelo aprendido, Nem a doutrina em veste reluzente. Era preciso um chão mais absorvido, Uma seiva nascida do presente. Estrofe 2 Pastor outrora por missão alheia, Hoje pastoreio-me com consciência. O que era norma, agora se incendeia Na luz de um Cristo vivo em experiência. Estrofe 3 As decisões, outrora delegadas, Ganharam carne e oração vivida. Não há mais fé de fórmulas seladas — Há cruz e chão na alma convertida. REFRÃO Senhor que age em cada decisão, Mesmo no erro, nunca me deixaste. Plantaste em mim raiz e direção E em tudo, até no silêncio, falaste. Estrofe 4 Não falo mais por voz emprestada — A minha fala vem do meu sofrer. Pois só quem já gritou de alma rasgada É digno de ensinar o que é viver. Estrofe 5 Cada batismo, cada funeral, Fez-me aprender da vida o seu mistério. E entendi que o ofício pastoral É ser humano antes de ser ministério. Estrofe 6 A Bíblia abriu-se em mim como uma estrada, E não mais como cerca ou cercania. Em cada verso, a dor revelada Tornava o Verbo fonte e poesia. REFRÃO Senhor que age em cada decisão, Mesmo no erro, nunca me deixaste. Plantaste em mim raiz e direção E em tudo, até no silêncio, falaste. Estrofe 7 Deixei de ser profeta por contrato E assinei com o céu um novo pacto: De viver a verdade em cada ato, Mesmo que isso me custe o exato. Estrofe 8 Hoje pastoreio com mais compaixão, Pois conheci os vales do cansaço. E sei que o amor é mais que pregação — É caminhar com o outro no mesmo passo. PONTE Gratidão às mãos que me moldaram, Aos olhos que viram meu porvir, Aos mestres que, mesmo sem saber, plantaram Em mim a sede eterna de servir. REFRÃO Senhor que age em cada decisão, Mesmo no erro, nunca me deixaste. Plantaste em mim raiz e direção E em tudo, até no silêncio, falaste. REFRÃO FINAL Hoje sou pleno em saber e esperança: Teu amor vence tudo, sem pressão. Nosso ego é um véu — mas a bonança De Tua graça rasga a escuridão.

