
Saudades da Nossa Banda – Cunene Raiz”
Êh meu Cunene… Terra que ensinou a ser homem… Banda é banda… memória não morre… Grandes cambas da banda, cotas do grupo visão Saudades do cota Pai Nelson, conselheiro do coração Tio Tony do Bai, respeito na mesa Cota Aires Alberto, filosofia na cabeça Falava de capitalismo com firmeza Mesmo tendo vivido em Cuba, que beleza Engenheiro Cláudio Kondjasili, postura afinada Rei das botas Sendra, SSP na estrada Dj Sérgio Chimbwale, cassetes a rodar Tempo da vila Okapale a nos embalar Inspirou o Dj Eranque, belo russo da banda Com Pizzy Santana , a festa nunca abranda Na casa do comandante Martines Vizinho do puto Fifi, sonhos sem fins Êh Cunene, minha banda querida Vocês são páginas vivas da minha vida Cotas e putos, história e união Semba é memória, bate no coração Êh Cunene, raiz verdadeira Quem nasce na banda nunca esquece a poeira Saudade é chama que nunca se apaga Banda é família… é alma que embala Verso 2 Nelson Caleque, puto esperto da banda Caçula do cota Dudas Kaingua, honra que anda Ramon Vaiekeni, irmão de verdade Randudas no puxa-puxa, pura amizade Nando Faa com Hantenha na missão Staff dos piqueniques, alegria no chão Bingão piquete, rabugento a sorrir Kikas Pião com cerveja a dividir Orloque no Bunker, porteiro leal De dia era amigo, à noite profissional Cota Cambaio , grande Molo na cena Lip Chine Martinho Costa na arena Cota Xandu nas passadas do Semba pesado Tio Pierre ,Pedrito, respeito dobrado Tio Julinho quando chega ninguém aguenta A banda toda vibra, a rua se movimenta Ndapuca, Cabé figueira firme na garrafa de White Horse na mão, ninguém que confirme Saly Armando nas estradas do Sul Socorro garantido no pó vermelho e azul Boneca Lomboleni, beleza real Madó do tio Faustino, postura sem igual Mana Tina despachante lá na Namíbia Salvou a minha vida, gratidão que vibra Henda Mandinho defendia a cidade As Vegas, Nana e Tanucha, pura saudade Isabel Haelengue, Dada Kaingua também Avozinha Pacavira, respeito além Lama Ndafoamba sempre presente Vado filho da tia Brasília, gente decente Mario Single quis rimar no rap Mas a voz falhou, putos da banda Tininho irmão forte que nós dava kilape na estação Minda Pearson com pão na mão Jack Pearson trouxe o primeiro Ferrari na cidade Zé Brigadeiro, nosso soba abraço verdadeiro Renato Sikalepo, Tuna Capembe Abel Kaitungua vive e sempre viverá nos nossos corações . Vindinho nosso chefe nas excursões do Calueque Ireno Nambalo, respeito que segue Ai meu Cunene… Cada nome é uma história Cada rua guarda memória Quem viveu sabe… Banda não se explica… se sente… Êh Cunene, minha banda querida Vocês são páginas vivas da minha vida Cotas e putos, história e união Semba é memória, bate no coração Êh Cunene, raiz verdadeira Quem nasce na banda nunca esquece a poeira Enquanto houver batuque e voz sincera Cunene vive… a nossa bandeira Outro Banda é família… E família não morre… Só vira saudade…

