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DEUS QUE MATA CRIANÇAS

(estrofe) Na noite narrada como juízo final Chamaram justiça o choro infantil Mas não há justiça no trauma letal Nem céu algum que cele o funil (estrofe) Primogênitos caem no texto antigo Como preço de um poder ferido Mas Jesus se faz abrigo De todo pequeno corpo oprimido (estrofe) Quando a pena atinge o inocente Algo no sagrado se rompe ali Pois o Deus revelado plenamente Jamais pisaria onde Jesus sorri (refrão) Não vem de Deus matar criança Nem usar a dor como sinal Jesus é colo, não vingança É amor total, original (estrofe) O relato carrega a marca do medo De um povo lendo Deus pela guerra Mas Cristo desfaz esse enredo Plantando ternura sobre a terra (estrofe) Criança não é argumento teológico Nem moeda de libertação No Reino anunciado no Evangelho Elas são centro e revelação (estrofe) Quem atribui morte ao Pai da vida Confunde história com revelação Jesus corrige essa ferida Com mãos abertas e compaixão (refrão) Não vem de Deus matar criança Nem usar a dor como sinal Jesus é colo, não vingança É amor total, original (estrofe) Hoje leio Êxodo com reverência E também com discernimento Nem tudo ali é consciência Há muito limite humano no intento (ponte) Lamento as vezes que me abandonei Por tentar valer mais no olhar alheio Troquei meu ser pelo que acumulei E me perdi no próprio meio (refrão) Não vem de Deus matar criança Nem usar a dor como sinal Jesus é colo, não vingança É amor total, original (ponte) Lamento ter defendido um Deus cruel Por zelo cego e tradição herdada Confundi o Pai fiel Com a voz humana, mal interpretada (refrão) Não vem de Deus matar criança Nem usar a dor como sinal Jesus é colo, não vingança É amor total, original (refrão final) Hoje descanso em Jesus, enfim Deus é amor, e não poderia ser Jamais, por motivo algum, diferente de si Deus conosco, nas crianças a florescer