
Estrofe 1 Conheceu Adão a sua mulher, E concebeu Caim, o primeiro filho. Depois deu à luz Abel, com prazer, Que cuidava ovelhas com doce brilho. Caim, lavrador, trouxe oferta do chão, Abel, das primícias do rebanho fiel. O Senhor se agradou da justa intenção, Mas não de Caim, e ele ferveu em fel. Estrofe 2 Disse o Senhor: "Por que estás irado? Se fizeres o bem, não serás aceito? Mas o pecado jaz ao teu lado, Cumpre dominá-lo, com juízo e respeito." Caim disse a Abel: “Vamos ao campo.” E ali se levantou com inveja e mão. Feriu seu irmão com ódio e pranto, Primeiro sangue caiu ao chão. Estrofe 3 Disse o Senhor: “Onde está teu irmão?” Caim respondeu: “Sou eu seu guardador?” “O sangue clama desde o chão, És agora maldito, fujidor.” A terra não dará mais força a tua mão, Serás errante por onde for. Caim temeu o peso da punição, E clamou por misericórdia ao Senhor. Refrão Caim matou com a ira no olhar, E a dor do sangue clama ao céu. Mas mesmo caído, Deus quis marcar, Prometendo graça sobre o papel. Estrofe 4 Pôs o Senhor sinal sobre Caim, Pra que ninguém ousasse o matar. Saiu da presença, fim sobre fim, E foi viver sem lar pra ficar. Conheceu sua mulher, e geraram, Enoque, que uma cidade fundou. A linhagem seguiu, e outros marcaram Instrumentos, tendas, ferro e arado. Estrofe 5 Lameque tomou duas esposas então, Fez poesia para se vingar. Disse: “Matei por me ferir um irmão, Se Caim foi vingado, eu vou multiplicar!” Adão teve outro filho, Sete, nasceu, Em lugar de Abel, que já não vivia. Enos, seu filho, o povo conheceu, E então invocaram o nome de Deus em dia. Ponte Mas em todo esse texto, antigo e pesado, Só é de Deus o que traz reconciliação. Velho ou Novo, se não for bondade ao lado, Não tem coerência com Jesus, salvação. Refrão Caim matou com a ira no olhar, E a dor do sangue clama ao céu. Mas mesmo caído, Deus quis marcar, Prometendo graça sobre o papel.

