(estrofe 1) Curtindo a natureza em passo lento Aprendo a ler silêncios no ar Cada detalhe é um ensinamento Que não precisa se explicar (estrofe 2) Entre folhas, surge a teia discreta Quase invisível ao olhar apressado Parece frágil, mas é correta No cálculo fino do traçado (estrofe 3) Linha por linha, sem improvisar A aranha escreve em matemática pura O vento testa, tenta rasgar E encontra forma, não ruptura (refrão) Na teia, a força veste leveza Delicadeza que sabe ficar A natureza ensina, com precisão Que resistir também é saber desenhar (estrofe 4) Cada nó guarda uma intenção Nada sobra, nada é em vão É arte sem ostentação É ciência feita à mão (estrofe 5) Curtindo a natureza, percebo então Que o belo não grita, sustenta A teia aceita tensão Sem perder sua forma atenta (refrão) Na teia, a força veste leveza Delicadeza que sabe ficar A natureza ensina, com precisão Que resistir também é saber desenhar (estrofe 6) O orvalho pousa como prêmio Em fios que sabem esperar Brilho breve, pacto efêmero Com o sol que vai chegar (estrofe 7) Assim aprendo, ao simplesmente ver Que viver é equilibrar atenção Ser suave sem se romper Como a teia em sua perfeição (refrão) Na teia, a força veste leveza Delicadeza que sabe ficar A natureza ensina, com precisão Que resistir também é saber desenhar