(estrofe) Não sou só o que fui até agora, sou rascunho que insiste em seguir, há futuro me chamando lá fora no simples ato de ainda existir. (estrofe) Carrego marcas, erros e chão, mas também espaço para crescer, o que passou não dita a canção do que meu peito ainda pode ser. (estrofe) O amanhã não pede perfeição, pede coragem de continuar, há alegria na projeção de quem não desistiu de sonhar. (refrão) O que ainda posso ser me sustenta, alegria plantada no devir, minha esperança não se aposenta, ela aprende a prosseguir. (estrofe) Não é fuga negar a estagnação, é respeito ao próprio processo, sou obra viva em construção, não resumo, nem ponto final impresso. (estrofe) Mesmo cansado, escolho avançar, com passos curtos, mas reais, ser alegre é acreditar que ainda há novos sinais. (estrofe) O futuro não promete ausência de dor, mas oferece novos sentidos, sou mais que o medo que já fui outrora, sou caminhos ainda não vividos. (refrão) O que ainda posso ser me sustenta, alegria plantada no devir, minha esperança não se aposenta, ela aprende a prosseguir. (estrofe) Não nego a tristeza que vem sentar, mas não a deixo governar, há sempre algo por brotar no terreno de quem decide cuidar. (estrofe) Enquanto respiro, existe opção, há horizonte mesmo na neblina, sou mais que a soma da frustração, sou promessa que caminha. (ponte) Quantas vezes larguei a alegria por achar tarde demais tentar, confundi cansaço com covardia e parei antes de recomeçar. (refrão) O que ainda posso ser me sustenta, alegria plantada no devir, minha esperança não se aposenta, ela aprende a prosseguir. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho a alegria, mesmo quando a tristeza vem ficar, aceito quem fui, honro quem sou e decido no que ainda vou me tornar.