
(estrofe 1) Li antigas cartas rompendo alianças, Como folhas levadas ao vento fugaz; Mas Cristo plantou permanentes esperanças, Onde o amor procura viver sempre em paz. (estrofe 2) Escreveram papéis encerrando histórias, Como se bastasse selar uma decisão; Mas teu Filho restaurou as memórias, Chamando os corações à reconciliação. (estrofe 3) A dureza vestia antigos costumes, Ferindo promessas diante do altar; Mas tua graça reacendeu os lumes Do compromisso que aprende a cuidar. (estrofe 4) Onde a lei regulava separações, Tentando conter maior aflição; Cristo revelou mais altas razões: O amor como eterna vocação. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não fizeste da separação teu perfeito ideal. Jesus revelou que a dureza humana permitiu essa lei, Mas teu sonho sempre foi o amor fiel e integral. (estrofe 5) No princípio uniste duas existências, Tecidas pelo mesmo Criador; Não para contratos sem permanências, Mas para caminhos moldados no amor. (estrofe 6) Como a vide abraça firme o ramo, Produzindo frutos em toda estação; Assim floresce o verdadeiro vínculo humano, Quando regado pela dedicação. (estrofe 7) Não é o papel que sustenta a casa, Nem decretos escritos por mãos; É a graça divina que sempre refaz a brasa Da esperança entre dois corações. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não fizeste da separação teu perfeito ideal. Jesus revelou que a dureza humana permitiu essa lei, Mas teu sonho sempre foi o amor fiel e integral. (estrofe 8) Mesmo quando a dor invade o caminho, Teu olhar permanece a restaurar; Jamais deixas sozinho quem sofre sozinho, Pois continuas disposto a consolar. (estrofe 9) Teu Reino não nasce do abandono, Nem da frieza da indiferença; Ele floresce quando o perdão faz trono No íntimo da convivência. (estrofe 10) Hoje compreendo tua intenção primeira, Muito antes das concessões da história; Vejo em Cristo a luz verdadeira, Que conduz o amor à vitória. (ponte) Quanto tempo pensei que toda norma registrada refletia teu desejo eterno e perfeito, Sem perceber que algumas respondiam às limitações do coração humano. Hoje reconheço que muitas vezes confundi concessão histórica com teu propósito eleito, Pois em Jesus descobri o Pai que desde o princípio sonhou com relações sustentadas pela graça, pela fidelidade e pelo cuidado mútuo. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não fizeste da separação teu perfeito ideal. Jesus revelou que a dureza humana permitiu essa lei, Mas teu sonho sempre foi o amor fiel e integral. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Teu coração jamais mudou seu eterno valor. Deus conosco, imutável em graça e favor, Pois teu ideal sempre será a fidelidade vivida no amor.

