
Vento Cartola (O agente Invisível)
No estádio a brisa faz o girar da biruta, Marca o rumo do sonho, define a luta, Impulsiona o salto e sustenta o disco no ar, Mas pode ser o reter que faz o salto falhar. É aliado na conquista, vilão na negação, Num sopro, ergue a glória, noutro, nega a consagração. (bis) Vento cartola, agente sem rosto, Ergue o atleta, ou impõe desgosto; Permitido ou indevido, tu és o guardião, Do recorde e do limite, pulsas em nossa mão. (bis) Quando a barra cai, és o leve suspeito, No disco e no dardo, alteras o perfeito, Eleva as papeletas, espalhas poeira ao correr, E até o guarda-sol viste de dança no ar mover. (bis) A regra é tua bússola, mas és indomável, Homologas a vitória ou tornas tudo questionável. (bis) Vento cartola, agente sem rosto, Ergue o atleta, ou impõe desgosto; Permitido ou indevido, tu és o guardião, Do recorde e do limite, pulsas em nossa mão. Entre os +2.0 / -2.0 ecoa teu veredito, Sopra a esperança, ou assopra o mito; Num instante, és o impulso ou o freio fatal, O lança-vento que escreve o jornal. Vento cartola, agente sem rosto, Quebra e faz, és impulsão e desgosto; Na linha de chegada, teu sopro revela, Se o sonho persiste… ou na areia se sela. No campo de atletismo, és eterno rival, Fluído invisível, agente sem igual; Vento cartola, guardião do recorde e do chão, Sempre presente, soprando superação.

